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BREVES REFLEXÕES SOBRE O TABULEIRO SUCESSÓRIO BAIANO

IH Noticias | 13:43 | 0 comentários


Juraci NunesRevistando os meios escritos, ou os meios alfarrábios como queiram, notadamente, os que foram publicados neste site, dei conta de um texto escrito há alguns meses do último pleito eleitoral, onde, sem muito esforço intelectual ou pretensão, apontava as razões pelas quais eu não acreditava que as oposições fossem capazes de se unir em torno de um nome, com capilaridade eleitoral suficiente, para desbancar o prefeito José Carlos Moura no seu projeto de reeleição. Voçê lembra?

Sem um nome que representasse a tão sonhada hegemonia política local, o projeto das oposições aos poucos foi dando água, e ao final, a campanha sucessória em Itapetinga seguiu o seu curso normal, sem nenhum fato extraordinário ou inusitado, ou seja, de um lado José Carlos Moura (PT), lutado para emplacar a sua reeleição e, do outro, dois blocos, formados pelo PMDB, com Kátia Espinheira, e DEM, com Arnaldo Texeira.

A disputa daquele pleito com três contendores, era o prenúncio da derrocada do projeto dos que se opunham ao alcaide municipal, que, não obstante suas fragilidades internas, marcada pela equivocada estratégia de campanha, ainda conseguiram um resultado surpreendente nas urnas. Um desfecho que qualquer pessoa de mediana informação a respeito do obscuro mundo político podia prever.

Não precisava ser pitonisa: José Carlos Moura fora reeleito com a segunda maior votação da história política local, salvo melhor juízo. Mas, isso você já sabe.

Eu precisei recorrer esta retórica, a este substrato, para tecer breves considerações, desta vez, a respeito dos primeiros ensaios e especulações sobre o jogo sucessório baiano, cujas pedras começam a se mexer.

Com a morte de ACM, os seus antigos correligionários, politicamente órfãos, migraram para vários partidos, mas precisamente para os partidos da base aliada do Governador Wagner, outros, por razões circunstanciais, procuraram o caminho do neopetismo para levar adiante os seus projetos – engenharia política, que ao meu sentir, foi o principal pilar da reeleição do governador petista.

Sem ACM, o velho cacique, e com a ascensão de ACM Neto à condição de prefeito de Salvador, o carlismo, insepulto, tenta retornar, configurado numa aliança com o PMDB, cuja liderança maior é o ex-deputado federal Geddel Vieira Lima, cuja notoriedade foi alcançada pelas históricas divergências pessoais e políticas com ex-senador baiano, que partiu sem perdoá-lo, e agora luta para emplacar o seu nome como candidato dfas oposições ao governo do estado, apoiado pelo espólio político de ACM, confiando, talvez, na frágil memória remota dos simpatizantes do velho líder.

Não será uma tarefa muito fácil para Geddel debelar o inconformismo dos carlistas, se a escolha do seu nome vier a se confirmar. Além do que, ainda internamente, ele terá que convencer o ex-governador Paulo Souto, como representante da alta plumagem do carlismo, a desistir de sua candidatura, em razão de sua melhor pontuação nas pesquisas de intenções de voto.

Neste cenário, já há quem sonha nas hostes governistas com Vieira Lima, como candidato das oposições, o que para essas fontes, facilitaria as pretensões do Governador Wagner de fazer o seu sucessor.

Só para corroborar o que aqui se elucubra: quem dos senhores imaginaria os ex-prefeitos José Otávio e Michel Hagge, no mesmo palanque? Reflitam.

Eu confesso, não consigo vislumbrar, pelo menos em curto prazo, essa cena surreal.Por www.Itapetinganamidia.com

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